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I Am a Bird Now (2005), Antony and the Johnsons
Thank You For Your Love EP (2010), Antony and the Johnsons
Sea of Cowards, The Dead Weather
Up the Bracket, The Libertines

The Catalyst, Linkin Park
The Bitter End, Placebo
Smile, Jane Birkin feat. Brian Molko
Fires, Band of Skulls
I Know What I Am, Band of Skulls
Honest, Band of Skulls
Epilepsy is Dancing, Antony and the Johnsons
Kiss My Name, Antony and the Johnsons
Black & White, The Arcadian Kicks
Walk Alone, The Arcadian Kicks
19 Days, The Arcadian Kicks
Dine, Q and Not U
Paint it Black, Siobhan Magnus
B.U.R.M.A., Dirty Pretty Things
Rolling in on a Burning Tire, The Dead Weather
Treat me like Your Mother, The Dead Weather
People are Strange, The Doors
The Price of Love, White Lies
Wonderful Life, Hurts
Run with the Boys, Carl Barât
Ready to Start, Arcade Fire
Here’s Where the Story Ends, The Sundays

Esta lista contém alguns dos álbuns e músicas que mais ouvi durante o mês de Agosto de 2010.

The Juliets (2010), The Juliets
Ladyhawke (2009), Ladyhawke
Broken Bells (2010), Broken Bells
In This Light and This Evening (2009), Editors
To Lose my Life… (2009), White Lies
The Sirens Of Venice (2010), The Sirens Of Venice

Jackie, Placebo
Blood Thirsty Bastards, Dirty Pretty Things
B.U.R.M.A, Dirty Pretty Things
Fuck Forever, Babyshambles
Don’t Look Back Into the Sun, The Libertines
Mardy Bum, Arctic Monkeys
In the Presence of the Lord, Censored
Where the Wild Roses Grow, Nick Cave and the Bad Seeds & Kylie Minogue
Heavy in Your Arms, Florence and The Machine
Let’s Get Lost, Beck and Bat for Lashes
My Love, Sia
Munich, Editors
Blood Like Lemonade, Morcheeba
Footballer’s Wife, Amy Macdonald

Esta lista contém alguns dos álbuns e músicas que mais ouvi durante o mês de Julho de 2010.

Se conseguir deixar de lado as recordações do calor infernal, da espera interminável e do abundante serrim colorido (que o vento insistia em trazer, sorrateiramente, para os meus olhos desprotegidos), talvez até conseguisse desencantar umas memórias positivas sobre a festa de S. Pedro aqui de Valbom, não fosse o nada irrelevante facto de eu, pura e simplesmente, detestar Valbom.

Sábado à noite, sei lá porquê, concordei ir com o meu primo lá baixo (à Ribeira d’Abade) comprar farturas aqui para as companhias do momento (quatro sujeitas: sexo feminino, faixa etária 44-70), para tomar com café no jardim. Para quem não sabe, a minha casa fica em frente ao Rio mas, de certa forma, no cimo de um monte… Ou seja, desce até ao rio… e depois sobe tudo outra vez! A pé.

Escusado será dizer que, na tarde seguinte, repeti a peripécia, desta feita com o sol a brilhar lá em cima, pelo que julgo ser pura estupidez: olhando para trás, não há outra razão para eu ter seguido o povo para baixo, sabendo que iria voltar a ter que subir, para além de uma terrível falta de discernimento… Não há.

Domingo à tarde, a Procissão de S. Pedro saiu da capela de S. Pedro (quem diria?), atrasada como deve ser tradição, e andou a passo de caracol, com todos os ajudantes a distribuir água pelos participantes, fossem eles os indivíduos que carregam os santos, as crianças vestidas com mantas horrorosamente compridas, ou aqueles que vão lá e eu ainda não percebi a fazer o quê!

Bem podiam mudar a tradição e começar a fazer a procissão durante a noite. É que nem é por nada e até me era mais difícil tirar umas fotos, mas com o clima que já se instalou em Portugal, onde vivemos entre o extremamente frio e o perigosamente quente, daqui a uns anos vemos uma criança a desmaiar no meio da passadeira e a desaparecer debaixo daquele veludo todo! Ah, mas e mesmo assim, se algo acontecer, será, com certeza, graças a Deus. Ou não, esqueci-me! Graças a Deus só o que é bom. Peço perdão. Às vezes, só às vezes, também me engano…

Mas nem tudo são mágoas, como se diz por aí. Com a cota paga mensalmente aqui pelo povinho, a nossa quase remodelada Ribeira d’Abade ainda teve direito a dois fogos de artifício (que não posso julgar, pois só assisti à metade de cima do primeiro) e recebeu artistas que, tenho a certeza, tivesse eu ficado a ouvir, ao invés de fugir do meio do povo como o Diabo foge da cruz, teria tido o privilégio de ouvir uma cover super original de uma música do Tony Carreira que estava mesmo a começar.

Mas pronto, vamos ver o lado positivo do acontecimento: vi o Bruno e disse ‘Olá’ à Rosa.

Com o Verão, as férias e a falta do que fazer combinados, passo uma parte considerável do meu tempo a tentar compensar pela minha cegueira cultural (ou geral, até), que durou cerca de 19 dos meus 20 anos, a passear pela wikipedia, de galho em galho, conforme o lado para onde estou virada.
Tendo em conta a minha “ligeira obcessão” pelos Libertines, nada é mais próprio do que ler sobre a banda e o trabalho que eles desenvolveram e que, desde 2009, todos os dias me passa pelos ouvidos, seja durante dois minutos ou duas horas.
Ao ler, no site da Pitchfork, a review feita ao seu primeiro álbum, Up the Bracket, encontrei uma frase que me explica perfeitamente a razão de este ser, desde há um ano atrás, o álbum que ouço com mais frequência: From their plaintive anthems to fuck-all barnburners, this is some of the most fun I’ve had with a CD in ages.
[Review da Pitchfork]

Existence (2010), Detroit Social Club
The Dreaming (1982), Kate Bush
We Are Born (2010), Sia
Congratulations (2010), MGMT
Get Him to the Greek (2010), Infant Sorrow

My Mistakes Were Made for You, The Last Shadow Puppets
Paris Summer (live), The Last Shadow Puppets feat. Alison Mosshart
State of Our Afairs, MT. Desolation
Crossfire, Brandon Flowers
MSG, Linfinity
I’m a Creep and I’m Proud, Kelsey Brown
Troubled Waters, Cat Power
Fiya, Tune-Yards
Put the Bolt in the Door, Gemma Ray
The Day is Not Today, The Little Flames
Kiss With a Fist, Florence and the Machine
36 Degrees, Placebo
Love Song to a Stranger, Joan Baez
The High Road, Broken Bells

Esta lista contém alguns dos álbuns e músicas que mais ouvi durante o mês de Junho de 2010.

Como parte da minha rotina, surge, depois do almoço (que é logo depois de eu acordar), a subdivisão que diz respeito à minha rotina virtual, na qual, ao ligar o computador, o msn liga automaticamente (quase sempre em aparecer offline), ligo o mediaplayer e passo um minuto a decidir o que ouvir e abro uma página do internet explorer: depois toca a abrir quatro separadores: e-mail (óbvio), Last.fm (por razão nenhuma, só mesmo por hábito), Facebook (porque é das melhores fontes de informação actuais) e a Blitz. Normalmente, a Blitz é a primeira que vejo – porque sei que é a mais rápida: ler uns títulos, descer até ao fórum, ler mais uns títulos e, quem sabe, uns amuos entre utilizadores já reconhecidos; Mas note-se, qual não foi o meu espanto, hoje, ao ler os primeiros 14 títulos e ver que todos os artigos se relacionavam, de facto, com música! Desta vez até li o que alguns deles tinham para dizer (e não apenas para me rir depois com os comentários).

Foi tão bonito. Foi mesmo.

É claro que esta rotina continua, pelo site da NME e da Pitchfork, pelo MySpace e o Twitter às vezes, aqui pelo WordPress, por uns Blogues que eu cá gosto de ler, o Olhares anda um bocado às moscas, o Flickr nem se fala… Enfim… Fim!

11 de Junho de 2010

I Will Be, Dum Dum Girls
High Violet, The National
Forty Five EP, Happy Mondays
Everybody Else Is Doing It, So Why Can’t We?, The Cranberries

Walk Away, Franz Ferdinand
Sex and Candy, Marcy Playground
Back in Time, Keane
The Curse, Cults
Go Outside, Cults
Elephants, Warpaint
90-Mile Water Wall, The National
Available, The National
Racing Like a Pro, The National
Red Balloon, Likk
Metal Heart, Cat Power
Troubled Waters, Cat Power

Esta lista contém alguns dos álbuns e músicas que mais ouvi durante o mês de Maio de 2010.

Imaginemos dois indivíduos sentados a uma mesa, frente a frente – olhos nos olhos; o cheiro do café subindo fumegante das chávenas vermelhas, colocadas frente a frente, olhos nos olhos. Imagine-se escapar a este olhar. E imagine-se fazer qualquer outra coisa que não oferecer toda a nossa atenção à pessoa que, tão frente a nós, com os seus olhos nos nossos, se dispõe a partilhar-se connosco.

A comunicação cara a cara tem, sem dúvida, os seus benefícios; esta acontece, ignorando por um momento as palavras, através de gestos, voluntários e involuntários, olhares, trejeitos e expressões faciais, todos estes, também, voluntários ou involuntários.

Quase como o dia e a noite, aparecem-nos hoje dois tipos de comunicação, distintos na sua essência, mas ambos necessários e complementares. No escuro não há distracções, apenas a voz (as palavras) – um indivíduo não gasta energia a decifrar todo o conjunto de sinais captados pelo olhar. Na luminosidade exaustiva do dia há espaço para tudo, espaço, não só para a informação, mas para os sentimentos dos indivíduos sobre essa mesma informação.

Através do uso da internet, podemos comunicar de forma quase automática, mais frequente e rápida, embora inevitavelmente mais sucinta. Torna-se assim difícil transmitir sensações abstractas e comunicar ironia ou sarcasmo, não estejamos nós a falar com alguém que nos conheça já bastante bem “fora da rede”. Não há dúvida de que, seja pelo ritmo apressado de vida que levamos actualmente, ou pelo simples hábito de estar ligado à internet, não devemos negligenciar nenhum aspecto da comunicação virtual, seja esta através de redes sociais, recepção de newsletters, partilha de dados ou simples envio de e-mails.

Em pleno século XXI, no coração da revolução comunicacional em que nos encontramos, seria não só insensato como perigoso ignorar qualquer destes tipos de comunicação, pois a não utilização de um deles apresentará, eventualmente e sem dúvida alguma, consequências sentidas no outro. Não fosse ainda ontem uma conversa frente a frente começada com comentários sobre situações do mundo virtual, ou não fossem as peripécias de um dia na rua descritos ao detalhe em diários virtuais.

Imagine-me, agora, sentada no meu sofá; o cheiro do café subindo fumegante de uma única chávena vermelha, a conversar ao mesmo tempo com a Maria e a Joana (que até nem gostam muito uma da outra), enquanto entrego um trabalho por e-mail, leio sobre o que aconteceu à coisa de dez minutos atrás em Nova Iorque e faço download de propriedades alheias e upload de bens pessoais.

Quando andava no liceu, estávamos naquilo a que gosto de chamar “época fotolog”, alguém decidiu criar um local na internet (cujo formato desconheço, já que nunca o visitei) intitulado “as putas de Valbom”. Ora!, com tal irreverência e toda aquela liberdade de expressão toda junta num único título, o caso espalhou-se rapidamente entre a comunidade estudantil. Esta pequena amostra de sociedade observava, então, em primeira mão e sem ideia nenhuma, um dos problemas mais básicos, uma das consequências mais óbvias da exagerada liberdade e confiança com que as então ainda crianças comunicavam entre si por meios electrónicos, partilhando conversas, fotografias, músicas e vídeos.

Era assim que eu ia começar o meu texto… Mas depois lembrei-me que tinha que ser sobre as relações online e off-line. Foda-se. (há censura no Word)

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